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10. NOTA SOBRE « PINTURA. AUTO-RETRATO » por Jean-Michel Ribettes – Português




Os auto-retratos quase monocromáticos da artista Kimiko Yoshida são bem conhecidos e reconhecidos. Desde 2001 que o seu trabalho em monocromia tem incidido sobre fotografias quadradas, de grandes dimensões, subtilmente iluminadas.



A artista, da qual se vê uma figura no infinito a preto e branco, reforça assim a sua ideia de auto-retrato como um processo de desaparecimento: totalmente condicionado pela experiência de transformação, onde a sua arte desenvolve a postura altamente contemporânea de protesto contra a servidão voluntária, os estereótipos de “género », e o determinismo biológico da hereditariedade.


« A arte é um processo subtil de transposição, uma luta constante contra o estado das coisas. Estar aí onde eu penso que não estou, desaparecer onde eu penso que estou, é isso o que importa.”


A sua nova série de fotografias, com majestosos e indecifráveis retratos, são concebidas tendo como ponto de partida imagens da história da arte, e são intituladas de Pintura. Auto-retrato. Esta transposição simbólica das “obras-primas” dos antigos mestres que se encontram arquivadas, impressas na tela, baseiam-se essencialmente sobre o desvio de acessórios e roupas de alta-costura de Paco Rabanne.